O setor imobiliário registrou crescimento de 69% no volume de financiamentos sobre 2018, com alta de 29% no residencial e 67% nos usados. Os dados divulgados Abecip poderiam ser muito melhores, ressalta o presidente Gilberto de Abreu.
“O investidor estrangeiro, ele está sempre procurando rentabilidade e segurança. Grande parte do dinheiro que está disponível investido em juros negativo, é dinheiro que está procurando segurança. Na medida que o Brasil perdeu o grau de investimento, ele sequer se qualifica a ser cogitado.”
Na próxima quarta-feira (18), o Comitê de Política Monetária do Banco Central define a Selic. Com a inflação baixa e a economia estagnada, o mercado aguarda nova redução da taxa básica da economia de 0,25% a 0,5% para 5,75% ou 5,50% ao ano.
O CEO da Setin, Antônio Setin, analisa uma conjuntura extremamente favorável para o setor. “Hoje um papel, uma aplicação convencional, vai render 5% ou 6%. Quando você tira 3,5% ou 4% de inflação, sobra 2% de juro real. Quando tira o imposto de renda, sobre 1,5%. Um aluguel vale mais ou menos 6% ao ano mais inflação.”
Novas modalidades de financiamento anunciadas pela Caixa, via IPCA pré-fixada, devem garantir mais fôlego e ao mesmo tempo atrair a participação dos bancos privados.
O diretor do departamento de empréstimos e financiamentos do Bradesco, Leandro José Diniz, avalia o ambiente futuro do mercado nacional. “O FGTS foi muito estratégico e importante em todo o planejamento do Minha Casa Minha Vida no baixa renda, um trabalho fundamental nos últimos 3, 4 anos.”
Nos últimos 12 meses, até junho, foram lançadas 104 mil unidades. Isso significa uma alta de 12,5% na comparação com o mesmo período de do ano passado e o melhor junho, com 16 mil unidades, desde 2014, de acordo com a Abrainc, com participação de 77% do Minha Casa Minha Vida, e em 12 meses, 75% do total nacional.
Fonte: Jovem Pan
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