Antes mesmo de ser anunciada oficialmente, a notícia de que o governo pretende liberar até 35% das contas ativas do FGTS, já causou mal-estar no setor da construção civil, o mais atingido pela crise. A justificativa é que os saques podem agravar a situação financeira das empresas do ramo e impedir que as pessoas usem este recurso para compra de novas casas, principalmente aquelas inseridas no programa “Minha Casa, Minha Vida”.
O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi), Roberto Elias, participou, ao vivo, no programa Manhã Sagres, e explicou como estas mudanças podem impactar o cidadão que sonha em comprar a casa própria e rejeita a ideia de que o setor atuou desta forma por não aceitar compartilhar o fundo.
“A medida foi lançada sem ter feito os estudos, por isso foi muito bom ter um tempo para o governo ver que muitas vezes pensando em um remendo, pensando em dar aquecida na economia. Agora começou a fazer as contas: dá para liberar alguma coisa para o trabalhador ao mesmo tempo sem comprometer o financiamento da casa própria principalmente para quem ganha menos no caso do Minha Casa Minha Vida”, explicou
Sem vontade de compartilhar
“De maneira nenhuma. Nós concordamos de uma maneira que não atrapalhe os financiamentos. Não é só o mercado imobiliário, é também financiamento para saneamento básico. O que a gente precisa é terminar essa reforma da Previdência, fazer a reforma tributária, para gerar emprego. Aí nós vamos ter mais dinheiro do FGTS, mais dinheiro circulando economia”, negou.
Minha Casa, Minha Vida
“Vai influenciar mais os novos Empreendimentos, principalmente do [programa] “Minha Casa, Minha Vida”, porque hoje quando você pega uma cidade como Goiânia que você vê lançamentos Imobiliários, a maioria financiado com recursos da poupança ou FGTS com juros mais baixos. Por isso, novos empreendimentos no Minha Casa Minha Vida que seriam impactados com a falta do recurso do FGTS. No entanto, usando com critérios, é possível atender as duas contas: a melhoria da economia e financiar habitação popular”, explicou.
Pressionado pelo setor da construção, o governo agora estuda limitar os saques de contas ativas (dos contratos atuais) e inativas (de contratos anteriores) a R$ 500. O limite seria por conta. Um trabalhador pode ter mais de uma conta (cada uma vinculada a um emprego). A opção de sacar uma parcela todo ano no mês do aniversário deve ficar para 2020. Haverá uma escala em que os trabalhadores com menos recursos no fundo, poderão sacar mais (a ideia é que quem até R$ 500, saque a metade). Além do porcentual, também haverá um limite fixo. Para quem tem mais de R$ 20 mil, por exemplo, a ideia é que possa sacar 5% mais R$ 2,9 mil. Fonte: Sagres online
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