A taxa média de juros caiu em julho, divulgou, na sexta-feira (28/8), o Banco Central. Embora não contemple operações com cartão de crédito rotativo, os juros bancários médios, sem contar financiamento habitacional, para pessoas físicas e jurídicas passaram de 28,2% ao ano, em junho, para 27,2% ao ano no mês passado. Somente para pessoas físicas, a taxa recuou de 41,4% para 39,9% ao ano de um mês para o outro.
Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, um dos motivos foi a adoção do teto para os juros do cheque especial. Nessa modalidade, a taxa passou de 113% ao ano em junho para 112,7% em julho. "É o menor saldo de cheque especial desde dezembro de 2010, A taxa de juros continua se reduzindo, por conta do limite de 8% ao mês. Atualmente, está em 6,5% ao mês. A menor taxa histórica. Isso mostra renegociações para buscar melhores condições para a dívida", explicou.
No caso das operações com cartão de crédito rotativo, quando o usuário não paga o valor total da fatura e vai rolando a dívida, os juros bancários subiram de 302,6%, em junho, para 312% ao ano em julho. É a linha de crédito mais cara do mercado.
Spread
O spread bancário médio, que é a diferença entre quanto os bancos pagam pelo pelo dinheiro e quanto cobram do tomador de empréstimo, passou de 27,9 pontos percentuais (p.p.), em dezembro do ano passado, para 23 p.p. em julho, uma queda de 4,9 p.p.. Para pessoas físicas, a redução foi de 40,2 p.p. em dezembro de 2019 para 35,2 p.p. em julho deste ano, recuo de 5 p.p..
O Indicador de Custo do Crédito (ICC), que mede o custo médio de todo o crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN), ficou em 18,3% ao ano em julho, conforme o BC. O recuo é de 0,4 p.p. no mês e de 2,9 p.p. na comparação interanual. No crédito livre não rotativo, ocorreram reduções de 0,5 p.p. e 5,3 p.p., nas mesmas bases de comparação, alcançando 23,7%. O spread geral do ICC alcançou 13 p.p., quedas de 0,3 p.p. e de 1,7 p.p., nos mesmos períodos.
Fonte: Correio Braziliense
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