Venda de imóveis cresce quase oito vezes mais que a média nacional e Goiânia se firma entre as quatro maiores capitais do País

Venda de imóveis cresce quase oito vezes mais que a média nacional e Goiânia se firma entre as quatro maiores capitais do País

O mercado imobiliário nacional celebrou o bom desempenho de vendas das unidades residenciais no 1º semestre de 2026, com um crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo os dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).  Na mesma base comparativa, o mercado imobiliário de Goiânia encerrou o primeiro semestre de 2026 com uma alta de 42% sobre o mesmo período de 2025, oito vezes maior que o dado nacional. No período, foi registrada a venda de 7.219 unidades, o maior volume já apurado em um único semestre desde o início da série histórica, de acordo com dados da pesquisa de mercado realizada pela empresa especializada Brain Inteligência Estratégica e divulgada pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO).

“A capital goiana avançou em um ritmo quase oito vezes superior à média do País. Esse número é ainda mais impactante pois esse crescimento aconteceu em um cenário de juros elevados, que restringe a capacidade de financiamento das famílias e pressiona especialmente o orçamento da classe média”, comenta o diretor de Pesquisas e Estatísticas da Ademi GO, Credson Batista.

Com essa marca, Goiânia figura como a quarta capital brasileira que mais comercializou imóveis em 2026, posição que consolida o patamar alcançado pela cidade nos últimos anos. “A capital figurou por dois anos seguidos como a terceira que mais comercializou imóveis no País. Este ano, seguimos em destaque, ocupando o quarto lugar. Se considerarmos que os dois primeiros lugares pertencem às megacidades de São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente, a terceira posição é o posto mais alto que uma capital pode alcançar no ranking. A permanência de Goiânia por anos consecutivos no topo demonstra como a capital mudou de patamar”, analisa Credson.

Considerando o mercado geral, que reúne todas as categorias de empreendimentos, Goiânia bateu em 2025 o recorde de vendas da série histórica iniciada em 2014, alcançando R$ 8,5 bilhões comercializados no ano. No primeiro semestre de 2026, o volume financeiro de vendas se manteve praticamente constante: R$ 4,1 bilhões, ante R$ 4,2 bilhões no primeiro semestre de 2025. O patamar indica a tendência de que 2026 seja novamente um ano de vendas expressivas. A manutenção ocorreu, no entanto, acompanhada de um recuo de 7% no volume de lançamentos, que passou de R$ 4,8 bilhões para R$ 4,5 bilhões na mesma comparação. “Os lançamentos são grandes indutores de vendas, já que as empresas investem pesado em marketing e trazem condições especiais de pagamento. Assim, ver as vendas se sustentando no mesmo patamar mesmo com um recuo no volume de lançamentos demonstra a força do mercado consumidor da capital”, explica Fernando Razuk, presidente do Conselho da Ademi-GO.

O bom desempenho do mercado, mesmo em um cenário de juros elevados, também se reflete na valorização. O preço médio dos imóveis residenciais na capital mais que dobrou desde 2021, saindo de R$ 5.687 por metro quadrado para R$ 11.681, uma alta acumulada de 105%. A cidade vem de uma sequência intensa de altas: dois anos consecutivos de valorização de 18% em 2022 e 2023, 2024 com avanço de 17%, crescimento de 14% para 2025 e 7,4% na parcial de 2026. “Isso é reflexo de um crescimento estruturado. A capital vem crescendo em volume de vendas ao mesmo tempo em que entrega uma valorização consistente, mesmo em um cenário adverso. Isso se justifica pelo crescimento populacional acima da média nacional: entre um censo e outro, o Brasil cresceu 7%, enquanto em Goiás o crescimento populacional foi de 20%. Além disso, a economia goiana cresce acima da média nacional há 16 anos consecutivos. Essa junção de fatores, somada à transformação da capital do estado em uma capital do Centro-Norte, principalmente pelo seu destaque em saúde e em educação, faz com que o mercado imobiliário cresça de maneira consistente e intensa”, complementa Razuk.

No recorte dos quatro principais bairros de maior demanda da capital, Marista, Oeste, Jardim Goiás e Bueno, o preço médio registrado foi de R$ 13.147 por metro quadrado. O destaque vai para o Marista, com a média próximo da marca dos R$ 14 mil. “Essa diferença se explica pela infraestrutura consolidada desses bairros, com rede de serviços, comércio e opções de lazer, somada a uma posição privilegiada em relação aos principais eixos de acesso e mobilidade da cidade. São essas mesmas características que fazem desses endereços os mais demandados e naturalmente os mais ofertados” explica Credson. Os setores Bueno e Marista concentram, sozinhos, 31,8% de toda a oferta da cidade.

A Brasal Incorporações possui projetos de alto padrão nos quatro principais setores de maior demanda da capital, Marista, Oeste, Jardim Goiás e Bueno, e de 2021 para 2026 chegaram a alcançar uma valorização de até 140% em alguns empreendimentos. “Vale destacar os ótimos resultados alcançados com os studio. No caso do Storya Casa Versátil, por exemplo, todas as unidades com plantas de 34 a 48m² foram comercializadas logo após o lançamento.”, comenta o coordenador comercial da empresa em Goiânia, Maurício D´Angelo. O empreendimento fica a 50 metros da Alameda Ricardo Paranhos e a 400 metros do Parque Areião.

Outro fator que reforça a pujança econômica da região é o desempenho dos empreendimentos comerciais, categoria em que a cidade se destaca no cenário nacional. Os lançamentos desse segmento têm registrado vendas expressivas, com diversos projetos comercializando 100% das unidades já na abertura de vendas. “Os imóveis comerciais estão diretamente ligados à força econômica do mercado, já que com uma economia forte mais empresas procuram a região para se estabelecer e fazer negócios. Naturalmente buscam espaços para ampliar suas operações. Portanto, esse é um indicador que reforça a saúde do mercado imobiliário local”, comenta o presidente da Ademi-GO, Felipe Melazzo.

O movimento vem acompanhado de uma elevação do padrão da oferta: diversas empresas têm associado seus empreendimentos a colaborações com marcas de luxo e a projetos assinados por arquitetos de renome, uma sofisticação de produto que acompanha a maturidade do mercado consumidor local. “Empresas como Lamborghini e Pininfarina, escritório responsável pelo design das Ferraris, além de arquitetos renomados, como Arthur Casas e Perkins&Will, assinam prédios na capital, que terá o primeiro empreendimento do mundo com quadra assinada pela Lacoste. Isso só demonstra a força do mercado local e sua valorização. E é apenas o começo, temos espaço para um crescimento ainda mais expressivo. Por isso, contamos com as condições favoráveis por parte do poder público. Vontade e capacidade dos empreendedores não faltam”, enfatiza Felipe Melazzo, presidente da Ademi-GO.

Melazzo destaca ainda a importância da construção civil na economia local, já que o setor sozinho foi responsável por 11% dos postos de trabalho gerados em Goiânia. Esse dado não leva em consideração a geração de empregos indiretos, que reforçam ainda mais o protagonismo do segmento. Somado a essa participação social, o presidente ainda chama a atenção para a contribuição do setor para a arrecadação pública. “Por ano, Goiânia vende mais de 8 bilhões de imóveis. Somente de ITBI, a prefeitura arrecada 160 milhões de reais. Os imóveis entregues pelo setor da incorporação imobiliária representam quase 30% dos imóveis ativos e registrados no cadastro imobiliário da capital goiana. Mas a nossa contribuição para a melhoria da cidade não para por aí, já que todos os imóveis ainda contribuem com o município pagando ISS, IPTU, outorgas onerosas e outras taxas de aprovação. Esses dados demonstram que o setor da incorporação imobiliária representa cerca de 10% da arrecadação anual do município de Goiânia”, arremata Melazzo.

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